Quarta-feira, 08.10.08

"Partes da minha alma ardem, quando vejo o mal do mundo, o mal dos homens. A angústia apodera-se do meu espírito quando tomo parte nesse mal contagiante de humana apatia e indiferença social, de me tornar mais um peão que não faz diferença alguma em existir...não se deleita no porvir.

 

Como convencer quem não quer ouvir?

Como dizer-lhes que têm de sorrir?

Quantos mais anos irão passar nesta vã tentativa de amar

Um mundo de ilusões...um mundo de dores

Quando a realidade da vida é dura como diamante

Mas bela e suave como uma flôr

Ouçam os ventos que trazem murmúrios de vozes aflitas

O longíquo som de mais uma guerra inaudita

Genocídio em nome de Deus ou de interesses territoriais

Infanticídio no nome de interesses nacionais

Diataduras de máscara na cara

O porvir da nova era e eu me angustio

Porque quero de novo um mundo sadio

Se é que algo assim jamais existiu

Memórias de um estado de alma que ruiu

Caiu juntamente com o orgulho humano

Que desde Adão se fez profano

Rebelde sem causa, morto para o espírito

Mas salvo por cristo

Mas cristo negado

E cristo pregado

E o homem que quer saber?

Embrenhado no seu viver

Numa luta que sabe que vai perder

Como dizia Pessoa:

E o melhor do mundo são as crianças"

 


sinto-me
música Silent night
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publicado por Nhunguè às 15:23 | link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito


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